segunda-feira, 20 de abril de 2009

Seu abdomên subia e descia sobre o meu,  seus lábios finos clamando meu nome em meio à ofegos desconexos. Nessa altura não sabia mais como tinhámos chegado ali, e estávamos quase em nosso ápice. Só uma foda, eu pensava.
Mas a franja negra caiu sobre seu rosto, sua face em meu peito. Ali, pra mim,  você era quase angelical, e era meu.  O coração espancando a caixa toráxica violentamente em meio nossos corpos de homem suados e flamejantes abraçados em um sofá. 

Mal sabiámos que ali estava o fim anunciado - silenciosamente - de uma amizade.

E o início de minha insanidade.

E agora somos só dois estranhos que foderam um dia. 

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